/histrionissima histrionissima histrionissima



i love to singa 'bout the moona and juna and the springa!





da série homens da minha vida, volume 1: na jorge zahar, ontem.





a única certeza que me deu quando nasceu o filho é que eu ia morrer.

e aí eu olho praquela coisinha miúda, toda mole, meio redonda, meio oval, e penso se a voz dele realmente é diferente da voz de qualquer outro bebê, porque basta um solucinho, um espirro, bobagem que seja, que eu acordo e vou lá ver o que é.

e normalmente é fome.

(quando você pega ele no colo, coloca no ombro, e pergunta pra ele o quê foi, mesmo sabendo que ele não vai responder, cresce um amor tão simples, que se for pra pensar, nem que seja só um pouquinho, estraga)

ele é sua garantia que não mentiram não: nós vamos todos morrer. e isso é tão evidente, que você se pergunta se está passando algum pensamento, nem que seja um pensamentozinho, do tamanho daqueles olhinhos cinzas, que não parecem focar em ninguém.

será que ele me ama também?

será que ele sabe onde está?

será que ele entende?


...

normalmente, é fome mesmo.