Felizmente, o trabalho é para amigos, sem maiores pretensões. A festa Cinerama chegou à sua última edição, e era importante ter filipetas, impressas, dessa vez. Porém, a qualidade da impressão foi tão irregular que, por bem pouco, o trabalho teria ficado realmente ilegível.
A ver: os pontos vermelhos indicam as principais falhas na impressão da série 1, 2 e 3 de filipetas. Notem a diferença entre o azul do céu da primeira série até o resultado a última série, quando o ciano literalmente vazou por todo o impresso.
Na primeira filipeta, as texturas que envolvem o nome "cinerama" foram preservadas, e o céu parece meio "desbotado". Isso se dá porque a luminosidade foi levada até um ponto, por mim, considerado ideal, no que pese o fato do preto da impressão ser intencionalmente não-calçado. Porém, o corte foi tão mal-feito que, nos três exemplos, o nome do filme parece fazer parte da sangria, por pouco não saindo borrado assim como a extremidade direita destes.
No segundo exemplo, a quantidade de ciano parece ter sido intensificada, anulando a transparência do preto de impressão, e alterando todas as outras cores da filipeta. Já não se sabe, por exemplo, com tanta fidelidade quanto na primeira série, qual a cor da pele da figura em primeiro plano.
No terceiro exemplo, a intensidade do azul é tão grande que literalmente cobre todo o impresso, intensificando o efeito de "máscara" da segunda série. Essa é, na minha opinião, a pior das três séries, pois compromete a legibilidade de um impresso de apenas 10X7,5 cm. Reparem que o termo " quinta-feira" foi por pouco engolido pelo fundo praticamente monocromático. Os termos "dia" e "às", em branco, tiveram maior destaque do era a intenção, mas a fita crepe marcando a área textual da filipeta teve tantas irregularidades marcadas pelo cian que as informações realmente imprescindíveis (27.03 e 22hs) se tornaram praticamente ilegíveis.
Esses exemplos servem para se levar à sério uma dica dada por qualquer professor de processos gráficos que se preze: é preciso investir no prelo ou na prova óris antes de se aceitar os resultados enviados pela gráfica. Como esse esquema era realmente bastante amador, creio que não ia adiantar a quantidade de prelos feitos: o trabalho continuaria cheio de falhas, perceptíveis, na maior parte das vezes, somente por quem desenhou o impresso.
Houve mais algumas séries de filipetas, com erros bem mais graves, desde cortes mal-feitos, ignorando as marcas de sangria, até, novamente, a quantidade de cian. No verso, ironicamente tais erros estão praticamente imperceptíveis, o que auxilia uma segunda leitura do possível freqüentador.
De qualquer forma, filipetas não são normalmente a razão número um para alguém resolver ir à tal e tal festa. Elas só servem para lembrar que o evento existe. E que sim, estamos bem o suficiente para gastarmos dinheiro com filipetas impressas.
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Bom, pra quem não sabe: festa Cinerama, dia 27/03, às 22hs, no cinelapa. Exibição de curtas, duas pistas, show da banda Coquetel Acapulco. Seis reais antes da meia-noite, com filipeta em mãos, ou nome na lista do orkut. Doze, depois da meia-noite, com filipeta e/ou nome; dezesseis, sem nada, depois da meia-noite. Última edição; a próxima, só em maio.
digam o que quiserem, isso é pra sempre maravilhoso.
Once in a Lifetime, Talking Heads.
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pelo kermit.
Preciso convencer Caroline a publicar um impresso mensal com nossas anotações a respeito do bom uso de tipos. Pelo menos para levantar essas questões aos estudantes de graduação de produção editorial, publicidade, e desenho industrial. Tem gente que usa arial em miolo de livro de acha ok. Ou que coloca um tipo em laranja em um fundo vermelho numa campanha. Isso sem falar de quem faz todo o serviço no photoshop.
O olho é mal treinado, não pode continuar assim. A gente tem que fazer uma coisa, para depois não sermos chamadas de "caxias" por uma designer que compôs um livro inteiro em rockwell verde.
Pensando também em um tema para o mestrado. Não está tão longe assim. Não mesmo.
Caroline acha que é ruim se envolver com alguém que já teve um grande amor. Pessoalmente, eu acho isso uma bobagem. Mas Caroline e eu discordamos em absolutamente tudo que envolva casamento, união, troca de saliva e sexo. Carol acha que não vale a pena ter um namorado que não compartilhe dos seus gostos; eu não levo Bruno para a Matriz porque sei que ele vai se aborrecer. Ou que eu vou me aborrecer. Não me imagino na pista como acessório.
Jana acha que, se sentasse com um homem de trinta, em uma mesa de bar, não teria o que conversar com ele. Eu nunca pensei nisso: Bruno diz que meninos param na sétima série, e eu acredito. Na verdade, olho paras os garotos de dezesseis no ônibus e imagino como deve ser trepar com eles. O mais perto disso foi Leonardo Cunha Costa Rego. Ele deveria ter uns dezenove na época. Dois anos atrás, Leonardo postou uma foto minha no verbete indie da desciclopédia, com a legenda "exemplo de piranha". Eu me ofendi um pouco. Agora, fico feliz: é o amor.
Carol falou então do casamento dos meus pais. Eles não dormem juntos há treze anos, e são casados há vinte e oito. Eu fiquei calada. De longe, a gente vê que, no fundo, eles são apaixonados um pelo outro. Lá do jeito deles. Não dá pra avaliar se eles são ou não um casal falido. Se é que algum casal consegue realmente falir.
Jana é filha de pais separados. Ela diz que não sabe o que é viver com um homem, e se considera muito ciumenta. Jana merecia um poema.
Caroline parecia aborrecida. Ela sempre fica aborrecida quando eu começo a conjecturar sobre o que eu acredito que é um casamento. Conversei com o Bruno a respeito, e ele disse: "namorado, não, deu o mesmo endereço, e não é só amiguinho, tá casado". Um amigo de Bruno perguntou sobre o estado das cosias, e ele respondeu exatamente a mesma coisa. Eu amo essa previsibilidade. Mas não abro o jogo.
Meus pais compraram uma cama de casal semana passada. Acho que o fato d'eu ter saído de casa mexeu com eles. Não tenho certeza. Não tenho essa pretensão.
Jana perguntou se eu fiz chá de panela. Eu disse que não. Achei bonitinho ela ter perguntado.
Caroline tem suas idéias próprias sobre o casamento. Ela acha que a harmonia só é possível com alguém idiossincraticamente parecido com você. E tesão. Eu concordo em parte com Carol. Mas não me aborreço se Bruno prefirir passar a noite trabalhando a beber comigo. Assim como ele não vai se aborrecer se eu decidir escrever no blógue ao invés de ir dormir com ele.
Ok, só mais dez minutinhos.
Nem Jana nem Caroline conseguem entender como é conviver com um namorado de mais de trinta. Eu tenho dezenove, e essa é minha segunda tentativa. Bruno acha que tem a ver com seu nível de neurose e meu nível de histeria. Eu acho que tem a ver com uma cabeça ligeiramente calva e uma outra que acorda descabelada.
Jana foi pra casa. Caroline ficou um tempo a mais no ponto. Eu entrei numa van, e em quinze minutos, estava na Lapa.
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Ontem uma garçonete disse que eu era muito simpática. Que eu não devia nada a ninguém.
Eu me sinto livre.
Apaixonada.
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a year is just a drop in time.
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amanda nos convidou
pruma lentilha, ela mora na lapa.
nos fumo, não encontremos ninguem,
nós voltemos com uma baita de uma reiva
da outra vez, nós num vai mais.
Noutro dia encontremo com a amanda
que pediu discurpa mas nós num aceitemos,
Isso não se faz amanda, nós num se importa
mas dá próxima vez manda um email
pro gmail.
Um recado Anssim ói: "Ói, turma, num deu prá esperá
A duvido que isso num faz mar, num tem importância,
Assinado em cruz porque não sei escrever: Amanda"
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salve adoniran, grande poeta do bixiga.



