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quando estou trabalhando na editora, normalmente, tem sempre uma ou outra coisinha que posso fazer ouvindo música sem me desconcentrar. às vezes tenho que ficar pulando do mac para o pc, e, como não trabalhamos em rede por lá, costumo copiar em um pen drive todos os arquivos de uma máquina para a outra, tentando mantê-las atualizadas o máximo o possível. foi aí que resolvi pegar algumas músicas que estavam salvas no itunes, para ouvir no windows media player, coisa que até agora não consegui fazer, já que costumo mexer com texto quando vou para o pc, e música normalmente desconcentra nesse tipo de atividade. hoje, em casa, ao invés de estar pensando em um template mais leve para o blog, estava ouvindo essa seleção, que ficou mais ou menos assim: by this river, do brian eno, seguida por disturbed, do ilya, concerto para violoncelo nº1, e concerto para violoncelo em sol maior, prelúdio, de bach, e, por fim, with or without you e one, do U2, que estava no mash de músicas da Luiza. e isso me pareceu engraçado.

deve ser culpa da gravidez, mas pela primeira vez eu notei no baixo do Adam Clayton. jeez, como será que eu nunca percebi que ele sempre toca a mesma linha de base em todas as músicas? e como isso faz diferença em with or without you? tinha um filme irlandês, do começo dos 2000, sobre ter filhos, amor, essas coisas, com esse nome. eu não sei, mas me deu uma saudade de nunca ter visto esse filme. principalmente agora. que tudo parece tão estranho, e tão próximo.

o mais surpreendente é que o prelúdio concerto em sol maior do bach, aquele, que vai crescendo e crescendo, acaba de um jeito que, arght, ficou bom com a with or without you. acho que a culpa é da escala musical, que funciona pra provocar isso ou aquilo na gente. quando eu estudava piano, o professor comentou uma vez sobre uma "escala sentimental", que, se eu bem me lembro, começava em Si. ok, não acredito que estou comparando música pop ruim com música barroca. só que as coisas funcionam de jeitos análogos. às vezes, basta observar, que se enxerga um padrão. mais ou menos quando você começa a medir a altura das pessoas a partir do tamanho de sua cabeça. sem trocadilhos.

pensando bem, a seleção de músicas no pen drive é bem ruim. acho que só vou deixar bach. e cortar a versão que é tocada pelo yo-yo ma. não sei, ele não me agrada.





1 que tem o que dizer.
Anonymous Langone disse...

dificilmente se encontra boas gravações das suítes pra violoncelo do bach. eu, particularmente, também não gosto das execuções do yo-yo ma, e a do rostropovich são rápidas demais.

como sou um pouco mais conservador, por enquanto fico com a do pablo casals, mas já ouvi por um conhecido uma versão ainda um pouco mais lenta, e que eu tinha gostado bastante. vou tentar ver de quem era.

Quinta-feira, Julho 10, 2008 12:37:00 AM  

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