/histrionissima histrionissima histrionissima



Eat It, Lick It, Snort It, Fuck It.





Ê! São quase três da manhã, e eu tô ouvindo o Blackout!

...

Pausa.

...


E um feliz dia das Bruxas pra vocês também, galera!

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Update das 03 e meia da manhã: britneida mandou muito bem nesse último disco. Juro. Break the Ice é simplesmente maravilhosa, merecia uma perfomance da nossa mamãe favorita coberta apenas por uma leve névoa de gelo seco em um palco coberto de neve artificial. E, de preferência, errando no playback e caindo bêbada em cima da bailarinada.

Pensando bem, transfiro meus elogios ao produtor de britney. Afinal, nem um disco do Daft Punk tem um trabalho tão competente, exaustivo, e notável, de estúdio. Sábia decisão.






Believe it or not, George isn't at home, please leave a message at the bip...




Naquele episódio clássico da sexta temporada de Seinfeld, em que a Elaine convence um namorado seu da cabeça rapada a deixar as madeixas crescerem, e o cara, por conta disso, descobre que está ficando realmente careca, George Constanza dá o melhor conselho ever para quem está com a calvície galopante.

"Viva! Viva cada minuto da sua vida como se fosse o último! Viva!"

Acho válido.

Pra quem não se lembra do episódio, paralelo a isso, George namorava por comodismo uma presidiária, que ao ter sua sentença extendida (vale dizer, por conta de um depoimento extremamente negativo por parte do nosso positive role model favorito) acaba fugindo da prisão direto pra casa dele. Depois de experimentar o runaway sex - Jerry, it's even better than MAKE UP SEX! - o abjeto deixa a fugitiva no apartamento, e, enquanto comenta sua performance com a galera, o namorado da Elaine, que havia acabado de pedi-la em casamento, entre na casa de George para pedir mais conselhos a respeito do carpe diem pré calvície. Os policiais aparecem, e o cara vai pra cadeia após bater em um tira que o chama de "careca". Ao fazer uma visita ao namorado/noivo na prisão, Elaine pergunta quanto tempo ele vai ficar por lá.

"Não sei, amor... dois anos, um ano, com sorte."

Elaine retira o anel e o devolve para o sujeito. Afinal, ele já vai estar completamente careca quando sair da cadeia.

Firmeza?




Presto - Allegro Assai / An die Freud, Ludwig Van Beethoven, Friedrich Schiller

Freude schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten Feuertrunken,
Himmlische, dein Heiligtum!





Jens, I can be your boyfriend, so you can stay with your girlfriend...




1. Quando se está atormentado, é preciso primeiro começar declamando o nome da pessoa por quem você está apaixonado, pra pular depois pro nome de quem você ama, e finalizar, histrionicamente, com seu próprio nome.


Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Fabienne Tabard-Fabienne Tabard-Fabienne Tabard, Fabienne Tabard!,Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Christine Darbon, Christine Darbon, Christi...ne Dar...bon, Christine Darbon!, Christine Darbon, Christine Darbon, Christine Darbon, Christine Darbon, Christine Darbon, Christine Darbon, Christine Darbon, Christine Darbon, Christine Darbon... Christine Darbon... Christine Darbon..., Fabienne Tabard-Fabienne Tabard-Fabienne Tabard, Fabienne Tabard, Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel, Antoine Doinel!, Antoine Doinel!, ANTOINE DOINEL!, ANTOINE DOINEL!, ANTOINE DOINEL!, AN-TO-INE DO-INEL!, ANTOINE DOINEL!, Antoine Doinel!, Antoine Doinel..., Antoine Doinel..., Antoine Doinel.

2. Quando se está finalmente com a pessoa a quem você ama, é preciso ensinar alguma coisa de extrema relevância logo no café-da-manhã, porque esse é o momento mais bonito do dia.

E, se você continuar quebrando as torradas enquanto passa manteiga, não tem nenhum problema. Mas continue tentando. Porque é bonito.

3. E, pra completar, aproveite o sol frio da primavera.


Uma declaração de amor, por mais freak que possa parecer, ainda é uma declaração de amor. E nessas horas você percebe: meu d 'us, isso só pode estar sendo dirigido.




Naquela música que ficou famosa no final dos 90, lá pelo meio, o narrador aconselha que façamos todos os dias alguma coisa assustadora, sem explicar muito bem o porquê. Ontem, enquanto atravessava aquela passarela gigantesca que conecta o metrô ao Maracanã, um morcego voou bem na minha frente, e eu comecei a correr alucinadamente, isso às nove da noite, quando não tinha absolutamente ninguém por perto, só para me dar conta de que meu coração batia. Aí, me lembrei que não faz muito tempo, ainda em outubro, andei até a pista do santos dumont, e quando a sirene tocou, ao invés de correr para a guarita, deitei no gramado, e vi um avião decolando ao mesmo tempo que outro pousava, e fiquei achando tudo tão lindo que quase me arrependi de não ter servido no exército quando ainda era solteira.

E, no meio disso tudo, um caranguejo tinha bicado meu pé, o que me deixou realmente transtornada, mas até hoje o guarda do aeroporto acha que voltei com a perna bamba por ter visto a barriga de um monte de alumínio voador.

Pra quem não conhece o texto, aqui a tradução, ó.




Não sei exatamente quando isso começou, se foi com o cd do U2, ou quando me dei conta de que o vermelho pulsa mais do que todas as cores, mas me lembro de alguns desenhos, uns trechos de uma história boba o suficiente para não merecer ser terminada, alguns sonhos, alguns desastres, e meu ano novo acontecendo sempre no mês dez do ano.

E me concentro ao lembrar de todas as datas, das mais irrelevantes às mais intensas, algumas merecendo figurar não por terem deixado marcas, e sim por contarem, de alguma forma, como aquelas bóias marcando os fins das águas nacionais oceano adentro: daquela vez em que tinha três namorados, por exemplo, e que acabei dormindo com o namorado errado. O incidente em si não tem nenhuma importância, muito menos a pessoa envolvida, mas é engraçado pensar que alguns anos depois, já com a lembrança pálida, o mesmo nome voltaria a ecoar no rosto de outro caso, igualmente irrelevante, insípido.

Meu tempo se torna então um oito, como se fosse fato que irei me apaixonar, em outubro, como me apaixonei, ainda na época dos três namorados, por um rapaz que hoje em dia já está completamente calvo, coitado. Me lembro então da primeira declaração de amor, que não difere muito da última que ouvi, ou de uma, no meio dessas, sobre uma "menina da pele branca". Dói lembrar que neguei o amor a um rapaz apenas por ter descoberto uma marca grande, em seu pescoço, de quem já havia tentado se matar. Anos depois, recebi a notícia de seu velório, e tremi. A memória corre então para um roteiro esboçado por alguém que me tomou como inspiração, alguém que não conhecia o referido rapaz, mas o inseriu como protagonista, justamente em uma história de amor frustrada redundando em suicídio. Até hoje me pergunto porque essa história nunca foi terminada. Talvez por ter me casado, há um ano, com o autor desse roteiro.

Observo os dias claros, a névoa grudada em meus cabelos, e o sol que brilha sem queimar, seguido por chuvas torrenciais, e me esforço para entender o que outubro é. Esse ano, percebi que acumulei experiências em geral só esse mês para encher de assunto qualquer sitcom barato.

Mas, de repente, junto os retalhos, e fora as coincidências listadas, percebo que tudo,

tudo mesmo

só parece estar se repetindo porque

nada é pior do que tudo

que você já tem

no seu coração

mudo.

*

Outubro só é porque eu sou.





Fada dourada

anjo colorido, coisa mais linda, diva do sorriso largo.

Begônia do gelo, minha adolescência inteira chora

só de ouvir você.





shmoo.
shmoo.
shmoo.




Muito do que não havia acontecido merecia repousar do lado de cá, bem perto, recostado no colo branco e na roupa molhada. E, a título de curiosidade, desabou terra no Rebouças, o aterro estava parado, e a rua da Glória, pela primeira vez, engarrafada.

É que dá vontade de ficar sempre um pouquinho mais.

Só mais cinco minutinhos...



Gosto muito de você.






Estudo para capa de caderno.

Tinta à óleo (azul- turquesa) e acrílica, laço dourado, sobre pluma 120g sem revestimento.

Na ilustração, aquarela e nanquim, sobre canson 220g.

Sobreposição de imagens feita no photoshop.


























Luthère. Chatin Luthère.

Mês e meio, quase dois, de vida.




Vagando entre os muitos sexos, longe da monogamia, poligamia, e outras denominações equivocadas para o que não é pra ser desatinado, penso, sempre, naqueles dois desvios em que percebi que, de fato, nos observávamos. E me dá uma angústia do tamanho de um grito surdo: uma vontade de viver, pelo menos uma vez a cada outubro, um amor cheio da vida que transborda do seio das mães de natimortos. Paixão de dois adolescentes, daquelas com telefone mudo e o barulho da masturbação na trilha sonora do cinema; quero você, me dá um beijo.

É o excesso conjugado num gerúndio, quase como Amanda, só que sem o “o”, junto com a lembrança de alguma peça de roupa banal, mas de suma importância, pois sem ela, na hora, o rei está nu. Um amor tão livre quanto o inconcebível, espécie diferente do de construir uma família, relações de poder, orçamento fechado no fim do mês; tem cheiro de algumas noites nos pêlos pubianos, antes, é claro, de serem lavados por você; me dá um beijo.

Nesse amor durmo e tento, mas não acordo, tateando rente às paredes lisas e pelo chão de terra batida. Olho para o norte, sul, leste, oeste, e me esqueço do nordeste, com o vento frio que corta a garganta dos desavisados; e é dessa brisa que me sustento, pequena qual uma margarida de plástico, cheirando a gozo, perfume, vida. Uma grande rainha em seu trono de insetos imaginários, percorrendo em carruagens de mosquitos o torso dos apaixonados (narrando os sonhos para seus ouvidinhos desatentos como o zunido de uma televisão em estática). Conjunção de imagens belíssimas reunidas em uma fotografia antiga, amarelecida, meio desbotada, meio viva, com seus fungos destruidores da passagem do tempo estabelecendo colônias difusas como constelações no céu claro de outubro; um beijo.

E me apego aos meus retalhos com a força de uma criança, que se diverte em dar nós desajeitados com as flores; despetalado o plástico da margarida, é hora de comê-la. Dentro do ventre vazio dos que não sentem nem fome, nem frio, persiste um pulso forte, como uma luz que se acende e queima, sem parar, saindo pela boca e refletindo de uma ponta a outra o sorriso. Somos imensos. Somos do tamanho do tempo. Gosto muito de você.

Uma tristeza pequena, tão sedutora quanto escondida, persistirá, e será esse o brilho difuso que, naquele espaço de dois segundos, me fará para sempre jurar lhe amar. Transbordando sentimento, freado por todos aqueles nós que, bem sabemos, só o tornam ainda mais belo; naquela hora não lhe dava nem doze anos, pequenino. Parece que Jesus é sempre assim, menininho, no ombro de gigantes atravessadores de rios, com todos os pecados na humanidade condensados em si mesmo.

É, eu gosto mesmo de você. Cabendo no meu abraço, sorrindo o meu sorriso, tão bobo, tão doce, tão macio.

Fossemos dois filhotinhos caídos um sobre o outro por causa do frio, eu para sempre lhe aninharia.

.

A year is just a drop in time.




in a sentimental mood.