O bom de tudo isso é que você percebe que eu nunca finjo. Nunca precisei disso. De resto, não dá para fazer ninguém mais entender. Os outros não sabem o que é ter de presente os olhos de você.
Foi.
No meio do sonho para nunca mais acordar.
De repente havia música dentro da minha barriga. E mil coisas para contar.
Daquelas que são tão interessantes quanto arredias. Eu tinha me esquecido de tudo isso desde que aprendi a arte de esperar sem esperar.
Quanta cor...
Esqueçam de mim, sério. Dessa aqui só vem mais conversa mole. Ou se acostumem comigo insuportavelmente bem. Isso é com vocês.
Ou ainda: eu estou simplesmente encantada e quero que as noites tenhas doze horas a mais e que todas as manhãs tenham o sol doce de um dia de Outubro.
Melhor: eu estou tão bem que tenho medo de falar demais.
Como se fosse de porcelana, tenho medo de quebrar.
"...comme un rêve singulièrement profond, car il faut dormir très profondément pour rêver comme cela. Je veux dire - c'est un rêve bien connu, rêvé de tout temps, long, éternel, oui être assis près de toi comme à présent, voilà l'éternité."
...do tamanho do mundo, ou maior que ele. Sem exageros.
"Não", papai dizia, "isso não é o papai."
Tiago deixou as peças de lado e correu, ainda bambo, para o colo da mamãe. Quem disse que é bom ter psicólogos na família?
Digo isso porque argumentar em português é um saco. As coisas saem cantadas e fininhas, como se fossem pouca-merda. Experimente soltar um parágrafo da Banalidade do Mal com sotaque carioca e entenda. Todas as pessoas que não sabem alemão, mas que por algum motivo são obrigadas a ler tais textos, deveriam montar suas dissertações necessariamente em sueco.
Minha voz em espanhol é grave e rápida. Não, não sou a mesma pessoa. Podem me chamar de outro nome se quiserem; eu, pessoalmente, já estou acostumada. Em francês também tenho outra voz, assim como em inglês ou no (pífio) alemão, mas nada deve se comparar à minha voz em sueco. O tom da Greta Garbo. O soluço da Bibi Anderson. As vogais da Ingrid Bergman. E o suspiro de uma ou outra pornqueen local. A mulher ideal, convenhamos.
Não quero ser obrigada a fazer uma expedição ao lado de um professor de suecologia rumo à descoberta da Suécia (ou pelo menos de suecos). Portanto, quem souber de algum local onde posso aprender sueco, ou que pelo menos comprovar a existência da Suécia no cenário brasileiro, favor contactar.
Sem esquecer que, claro, antes de descobrirmos a Suécia, é preciso comprovar a controversa existência da Bulgária - ou, pelo menos, de búlgaros.
Porque quem ainda não assistiu a essa peça no Poeira não sabe o que está perdendo.
Falta coragem para muitos encarar que melodias chinfrins e rimas pobres podem render um bom pop. Ok, um pop esquisitão, com harpa e vocal nhenhenhenhéim, mas mesmo assim algo que é capaz de fazer os outros sonharem. E mais: mover até o chão, ao estilo seeladançaeudanço com o desencargo na consciência (e no bolso) de não se tratar de uma micareta.
Micarindie, no máximo.
O show da CocoRosie foi pontuado pelo fato desta pessoa e seu namorado estarem doidos de ácido e esta mocinha, como sempre, fazer minha alegria. Fora o encontro entre stalkers e stalkeados. Simplesmente lindo.
Sem falar do travesti que gritou, bem no meio do show, "George Bush Zero!". Coitado, caíram na porrada com ele.
Ah, e o Camilo! Um amor de menino. Simplesmente um fofo.
Eu simplesmente precisava falar sobre o show da CocoRosie porque, ao que parece, será meu último show desse ano. Ando com vontade de soltar algumas opiniões sobre o pop em geral, mas falta um itunes aqui no trabalho.
(turn me on, uh-hu)
Show do The Jesus and Mary Chain. Do Pixies. Show do Beck Hansen. Estarei lá, na primeira fila, idolatrando.
Idolatrando.
Perdida em uma sensação de mim mesma que é maior do que tudo. Maior até que o fundo de um grito surdo. Eu não sou nada boba e quero a loucura de um show de rock.
O resto é bobagem pouca.
In the night the city is quiet, from the roof top we can see the moon rise above the clouds. Just enough light to see our faces, giving expressions to the words we thought we didn't speak. Then you ask me a question that I won't forget even if I spend my life trying to live up to what it means.
If I let you down?
É, e se eu te desapontar?
Late Blues, do Ida, é mais do que imagens bonitas e easy listening.
Pausa.
Comtemplando o queixo fino, o pescoço reto e os olhos cinzas, desejou-a em cada palpitação do peito aberto nua, não de modo a evocar erotismo, e sim a ponto de levá-la ao ridículo, dobrar seu orgulho e tal Barba Azul devorá-la pedaço por pedaço em um sótão empoeirado. O único refúgio para aquele egoísmo odioso e todos aqueles preconceitos socados em comentários cruéis seria prendê-la para sempre em seu estômago, digeri-la com ácidos gástricos e nunca, nunca expeli-a, mantenado-a como uam espécie de alma penada em seus intestinos, de modo a acariciar seu ventre quando bem quisesse sem correr todos os riscos que eram, ao seu ver, indissociáveis à persona dela.
Mas...
.. será que ela ainda o queria quieto, ao seu lado, nas noites de verão e primavera? Onde estavam os dias que se passaram? Para onde foram todos os segredos, todos os silêncios, todas as mil vezes que prometeram as coisas lindas do futuro e não cumpriram?
Ele, miserável, levou as mãos ao rosto.
Quis chorar ao perceber que há sete anos amava uma completa desconhecida.
Eu não escutei a loucura bater na porta. Mas não se atende a porta para vampiros. Eles só podem entrar se forem convidados.
(o problema é que nunca tive medo do escuro)
tudo que você toca tudo que você vê tudo que você prova tudo que você sente tudo que você ama tudo que você odeia tudo que você desconfia tudo que você salva tudo que você dá tudo que você negocia tudo que você compra, mendiga, toma emprestado ou rouba tudo que você cria tudo que você destrói tudo que você faz tudo que você diz tudo que você come e todos que você encontra tudo que você divide e todos com quem você luta
tudo que é agora e tudo que se foi tudo que está pra vir
And everything under the sun is in tune
But the sun is eclipsed by the moon.
Não há lado escuro na lua. Na verdade, é tudo escuro.
Licinha não sabia colocar as vírgulas nos cantos devidos, e por causa disso soava engraçado quando chamava Pedro como se fosse atração de circo. Pedro se aninhava em um canto no quarto e soltava um daqueles sorrisos bobos, com o nariz vermelho depois da sexta dose, enquanto Licinha enchia o copo e esvaziava acompanhando o pulsar do disco. Pedro então dava uma cambalhota e se aproximava de Licinha, e como se fosse astro de rock, abria os braços e cantava, o que levou Licinha a a chutá-lo, com os pés descalços, para seu canto no quarto. Pedro, que prefiria ficar perto de Licinha, segurou suas pernas até que soltasse uma gargalhada, mas Licinha, um tanto irritada com a pose ridícula de Pedro, soltava um sai-pra-lá e ia para o computador. Pedro, que nunca teve lá muita noção do perigo, pedia pra Licinha lhe dar um beijo, e Licinha, que sabia que sua namorada já ia voltar do banheiro, afastava a cara de Pedro com uma cotovelada e ligava o messenger. Pedro pegou então Licinha pela cintura, deitou-a de bunda pro alto na cama, e já ia dar-lhe umas palmadas quando a namorada de Licinha chegou.
(a partir daqui é tudo verdade)
Pedro levou um cruzado no queixo do qual nunca mais se recuperaria e Licinha começou a chorar quando a namorada ameaçou dar o fora. Os amigos chegaram e o circo estava armado.
A mais pura energia juvenil.
Com direito a olho-rôxo e lábio sangrando.
Pedro foi para um canto, onde ouviu esporros dos amigos de Licinha, e Licinha era consolada pelos mesmos amigos que se revezavam entre os três. A namorada de Licinha ameaçou dar o fora, mas, por respeito a um amigo que por feliz coincidência fazia vinte anos aquele dia, resolveu ficar. Mas só mais um pouquinho. Licinha e Pedro evitavam trocar olhares, com medo que a namorada de Licinha desconfiasse do que não havia acontecido, e uma amiga de Pedro, de Licinha, e da namorada de Licinha, tão bêbada quanto todos por lá, resolveu de prontidão levar Pedro para casa e afastá-lo do pior.
A mais pura eneeeeeeeeeergia juvenil!
Pedro e a amiga bêbada deram um rolé pela Tijuca, cantaram sem querer uma música do Vanguart, pegaram o Ônibus errado e depois um táxi. Na casa de Pedro, a amiga vomitou litros de vinho quente no chão; uma pena, era Miolo safra 2002 Merlot dèmi-sec, realmente uma pena. Pedro cheirou uma bala. Speed. Pedro cheirou uma bala. Superspeed. Pedro perdeu a noção.
Amaispuraenergiajuvenil-il-il-il
acaronaPeeeedro seJOGA!eeeeeeee aí foi. porra, muito.
tunchstunchtunchs
(fim das verdades)
Pedro acordou em casa, sozinho, e sem ressaca, no dia seguinte.
Bárbara, na verdade, fugia.
Desapego às coisas materiais e rococó. Bárbara jurou que nunca mais comeria até se fartar. Encheu a mochila de sardinhas, Oreo e levou, dentro da caixinha, seu gato Aspig. Na carteira, passagens só de ida, sempre para o mundo bem depois do primeiro e do segundo, um que boiava entre o terceiro e o último. O mundo azul-amarelo-cor-de-rosa-tutti-frutti dos pobres. Bárbara debaixo do sol e das flores, Bárbara esperando sozinha no aeroporto, Bárbara que pensava em Júlio, Andréia e Antonia, Bárbara que nem se lembrava mais quais nomes tinham antes de tudo.
(se Júlio fugia do passado, Andréia do presente e Antonia do futuro, Bárbara escolheu pra si o condicional)
E assim estava certo. Paz.
Bárbara resolveu sumir antes de todo mundo. Não por egoísmo ou por altruísmo, e sim porque não queria que a fuga parecesse uma excursão. Queria as próprias pernas antes que elas corressem sozinhas, e foi. Bárbara de frente pro sal, a terra mais seca do que seus lábios tortos, Bárbara dentro do mundo ao lado da vida sem se arrepender do passo em falso em que foi desabar.
Bárbara, é claro, fugia.
Esse é um texto literal. Ou seja, não tentem procurar analogias com as já conhecidas vidinhas-merda e outras bobagens. Mas troquei propositalmente os nomes para evitar que a fuga de Bárbara fosse identificada como tal.
O estrangulou no primeiro abraço.
E, na casa onde o vento cabia em um sopro, resolveu brincar de lobo mau.
O Cisne voou sozinho no teto baixo por dois, três minutos. Quando Cisne caiu, tentou envolvê-lo em seus braços.
O Cisne fugiu desesperado.
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Não vou mentir ou usar do meu, não menos verdadeiro, lado racional. Mas fiquei tocada com sua atitude, rapaz. E bastante abalada.
Por favor, não tente fazer isso de novo ou leva um tabefe. A partir daqui, silêncio.
... e o prêmio de beleza do ano vai para...
A Charlotte Gainsbourg é discutivelmente linda. Depois juro que explico. Mas só ao vivo.
( confesso, sou uma viciada maldita em manipulação de imagens, mas essa fica aí no blógue pra toda vez que eu estiver com sono no 25 da Bambina me lembrar de que o vermelho pulsa mais do que todas as outras côres )
.e é isso. a rotina tem seus encantos.
1) as coisas feias eram carregadas na aquarela para os olhinhos salgados da pequena sereia. quando suas irmãs traziam corais sem vida, ela via um amarelo ocre, desbotado. quando os polvos se escondiam da luz do dia, suas cores metamorfoseadas só eram borrões sem brilho. e foi por causa daquelas côres aguadas que a pequena sereia se apaixonou pelo príncipe e se deu mal.
... o Tiago diz que toda vez em que encontra algo que não entende, seja meu ou da Carol, a desculpa sempre é a mesma: "ah, elas são indies, sabe como é". Achei válido.
Meu irmão ainda fez o erro maldito de fingir que tinha mesmo o diabo no corpo, e começou a tremer na frente do papai, que lhe deu umas porradas. Papai acha que quando ele era jovem, estava possuído por um dibbuck que passou pro meu irmão e pra mim, e agora que nós dois estamos empestados, precisamos ser exorcizados antes que envelheçamos secos e tristes que nem ele. Ele só bebe suco jandaia quente, coitado, está fazendo jejum e tudo, promessas eu acho, daria até dó se ele não ficasse azucrinando eu e o Ivan no meio da madrugada. As olheiras de papai caem até o queixo naquela cara macilenta da cor do chocolate (ele pega muito sol) e os vizinhos todos morrem de pena dele porque acham que eu e o Ivan e a mamãe maltratamos ele dentro de casa, destruindo todas as bases da família de baixo pra cima, e que somos nós que não damos comida pro papai, coitadinho, olha só ele, pele e osso! A mãe do papai morreu como radical da Assembléia de Deus, mas já foi macumbeira, católica, espírita, judia, etc e tal. Se papai virar crente que seja longe de mim e do Ivan, porque nós já decidimos que Deus merece ser respeitado independente da fé e ponto final, mas mamãe anda muito preocupada, até porque papai chama ela de incrédula e herege e intolerante só porque ela já passou pela askalah e não acredita em benzeção e coisa e tal, no máximo comenta algo sobre dibbucks passeando felizes pela floresta, e papai no fundo não tolera ser tão desacreditado até pela esposa com quem ele convive há 26 anos. Tragédia.
Na minha opinião papai deveria aproveitar que está aposentado há doze anos e tentar ser mais feliz. Porque um galho de mangueira balançando nos seus pés no meio da madrugada não é uma visão bonita. De qualquer jeito, Ivan e eu já decidimos que ainda estamos longe, muito longe do Inferno. E ponto final.
El Topo, cult viajandado de Alejandro Jodorowsky.
"Ahora ya tienes siete años, eres un hombre. Entierra tu primer juguete y el retrato de tu madre"
A toupeira é um animal que passa toda sua vida cavando a terra à procura do sol. Mas, quando atinge a luz, a toupeira se cega.
Rios de sangue, literalmente. Tripas falsas. El Topo, ao se aproximar de um dos mestres pistoleiros, começa a matar todos seus coelhos ainda a seis metros de distância deste.
"¡Diós te protege! ¡Diós te protege! ¡Diós te protege! ¡Diós te protege!"
Então vamos fazer roleta-russa na Igreja.
"¡Milagro! "
"¡Diós te protege! ¡Diós te protege! ¡Diós te protege! ¡Diós te protege!"
A criança morre e o milagre acaba.
O melhor filme do festival.
El Topo é um western spaghetti de 1970 com uma salada de simbolismos e referências que fazem a festa para aqueles que não se importam com falhas técnicas, anomalias genéticas, erros de continuidade e estética de hq. Simplesmente fantástico.
A estória não tem um roteiro que permita uma sinopse coerente. É, enfim, um filme que... é! Daquelas coisas que só assitindo para entender. Até porquê a maior parte das cenas contém mais mensagens visuais do que propriamente auditivas, compondo um texto tão complexo que seria imbecil da minha parte tentar explicar.
Quem puder que corra atrás e assista. Genial.
O autor atualmente escreve estórias em quadrinhos. Já contou com nomes como o Moebius como colaboradores. Compreensível. A insanidade de Jodorowsky funciona melhor no papel que nas telas. Mas essa é uma opinião pessoal.
Foi à rua vender seu queijo sem dar muita bola pras velhinhas horrorizadas, e ao meio-dia na Atlântica conseguiu seu primeiro biscate. Martha, quarenta e seis, desquitada e infeliz, teve suas fantasias mais secretas realizadas ao som de Tupac. Com a grana no bolso, nem reclamou quando Sônia, quarenta e dois, casada e infeliz, lhe pediu pra ficar por baixo, ou quando Maristela, trinta e oito, lhe pediu pra dar uns tapas, ou quando Alfredo, cinquenta e nove... tudo bem, essa doeu.
Suava em bicas, mesmo no inverno. Vocês não tem idéia de como pelúcia rôxa pesa... as crianças que pediam autógrafo ele mandava passear, e com passos largos entrava em um carro e no outro. Foi gogoboy na festa do Nhoque da Fortuna ao lado Kayka Sabatella, e recentemente virou tema de trabalho de Antropologia, vejam só, da Federal, DA FEDERAL do Rio de Janeiro.
A fantasia de Barney deixou de chamar a atenção quando se tornou figurinha cativa das tardes de Copa. Ainda houve quem o imitasse, mas sem sucesso. Trepar com o Cebolinha ou com o Snoopy não tem tanta graça assim.
Hoje ganha muito mais do que apenas animando festinhas. Mas ainda não conseguiu se casar.
Parecia uma cartinha. A ser trocada entre amigas de colégio. Quem ensinou a essa menina que editora é local pra se enviar uma merda dessas?
O Horror veste faber castell. Sugiro que Flávia faça como todos nós e abra um blógue. Aí, pelo menos dá pra achar a escrivinhação bonitinha. Sem dúvida, seria muito mais honesto. Até consigo mesma.
Eles bem que quiseram ensiná-la alguns passos. Relutaram. Ela até que era bonitinha, não precisava dançar. Ninguém lhe deu a mão quando caiu no chão, no máximo chamaram uma ambulânica e esperaram. Bonitinha mexia o braços com tanta força que parecia querer voar.
Graça era uma jovem alegre, bonitinha e estudiosa. Gostava muito do seu namorado, o Francisco. Ela tinha uma grande amiga, a Lurdinha. As duas adoravam conversar e voltavam sempre juntas da escola.
Um dia a Graça falou para a Lurdinha:
- Lurdinha, eu estou com umas coceiras lá por baixo, há dias. Estou ficando nervosa, irritada. Tem horas que parece que sentei num formigueiro. Não sei o que vou fazer.
- Você já falou com sua mãe?
- Você está maluca? Mamãe vai ficar toda nervosa, vai pensar logo que estou com alguma daquelas doenças.
- Que doenças?
- Doenças de mulher da rua, sua boba. Você não sabe o que é isso?
No posto de saúde ficava com preguiça de ler as estórias até o fim. Dúvidas eram bem-vindas no mundo da fantasia.
Ninguém nunca mais lhe sorriu com os olhos quando os sintomas começaram a aparecer. Ela até que era bonitinha, mas nunca pôde aprender a dançar.
