/histrionissima histrionissima histrionissima

Ref's psychology

Bishop Macedo is unfair.

Kill yourself or get over it.

Walter Clark is unfair.

Kill yourself or get over it.

Silvio Santos is unfair.

Kill yourself or geto over it.

Gary Becker is unfair.

Kill yourself or get over it.

(por Blackeco Boxeco Recordeco, nome inspirado no CA atual)

It's just the facts of life, there's no masterplan. E eu preciso de no mínimo DEZ nessa prova.





Babo muito ovo pra esse cara. Comme il faut, qualquer jovem fã de "rompantes de genialidade e pânico de última hora" não poderia deixar de ter aquele brilho discreto no canto olho esquerdo ao ouvir o nome Thompson! Hunter S. Thompson! Ui-ui-ui!

Vou combinar com alguns *micows pas e amisade???* pra fazer um ensaio tendo como tema "traver-sões". Ou seja: a gente se traveste dos ídolos literários de cada um, tira fotos, monta um clipe com alguma banda indie ao fundo e coloca na invenção do século. Eu vou de Susan Sontag, é MINHA. Tou até preparando a peruca com mechinha branca...

... nha, como eu sou besta...
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Não, não acho Las Vegas super interessante e passo longe de qualquer festa de Mascarados - a não ser os Bailes da Orquestra Imperial que só não fui ainda por causa de problemas com a garganta. Mas, dependento dos aditivos fornecidos, acho que até valeria a pena?

Se bem que estou ouvindo mais são os funk do UDR e outras fanfarronices. Saudades dos tempos em que tinha-se apenas uma banda favorita.




Se eu tivesse dezesseis anos, um metro e oitenta e seis e um pênis no meio das pernas, pensaria duas vezes antes de ficar esmurrando as coisas pela casa. O saldo da última discussão de Filho X Pai foi um azulejo do banheiro estilhaçado, uma mesa de vidro quebrada, uma porta transparente rachada, uma mãe rouca e a tecla space devidamente enterrada no teclado. Claro que o quê a moça vcs aqui viciado internet mais sentiu falta foi da porra do space. Vá lá, paciência: vive-se sem.

Mas se a vida fosse filme essa série de incidentes indicariam uma desgraça pessoal maior. Não, o drama provavelemente não seria ver meu pai e meu irmão estirados no chão após um duelo de kung-fu com facas de pão ou a casa que já não tem lá muitas paredes reduzida ao pó; isso seria muito óbvio. A desgraça deve ocorrer no meio acadêmico ou nas relações pessoais fora da família. Leia-se: descobrir algum podre envolvendo pessoas que considero amigas ou simplesmente me estrepar muito na Jornada de Iniciação Científica. Se a internet cair então depois desse post... ih... literalmente, fodeu.

Pilha errada... nóia. Nóia!

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Amei esse meu template novo que eu mesma fiz sozinha com as minhas próprias mãos all by myself sem a ajuda de ninguém.

Acho que vou mudar o nome do blógue pra egocentrissima.




Ultimamente Chincha Pelicano tem estado calada. É que da última vez em que ela citou o nome de Walter Clark vade retro saravá meu rei! ouviu-se uma fanfarra, não, duas. Em menos de três milisegundos caí sozinha de cansaço enquanto Chincha conjurava o fodarasso da Rede Globo a fim de me dar um 10 na matéria do Refkalévsky. Ela se esqueceu porém de citar meu nome ao lado do bispo Edir Macedo e Boni, boníssimo (mesmo conjurando demônios arranjou tempo para piadinhas e riu sozinha). No fim acabei mais burra do que antes, e Chincha me aconselhou o uso terapêutico da caixinha de luz branca - tá ligado? luz branca, ó... faz mó bem pro organismo, saca? - e me embrenhei no mundo torto e mal-acabado do Macromedia Fireworks MX 2004 aka Photoshop. A terapia foto-cromática tem dado muito certo, obrigada, e eu vou bem, ainda mais porque agora Chincha está ocupada comendo minha reserva de geléia de maçã ( q? ).

Quebrando a regra do "nunca poste coisas que irão te envergonhar depois", vou abrir umas colcheias.
{ É sobre a Jornada de Iniciação Científica. Tema: Cinema Marginal. Mit Amanda, Virginia, Ricardo und Boghob (que geek, os quatro são blogspoters). Nem fodendo. Não sei o que é pra fazer. Eu sou a caçula da parada,só pra variar. Vence o prazo amanhã. Merda? No mínimo. ::: EU PAM??? ::: }




Hoje eu acordei sem conseguir engolir minha própria saliva.

Vontade n°1: pegar uma faca e cortar a faringe fora.
Vontade n°2: jogar uma ducha de ácido sulfúrico goela abaixo e esperar a reação.
Vontade n°3: trocar de corpo com alguém saudável pra poder ir à Maldita hoje

É, eu sou fraquinha de saúde pra caramba. Quero dormir...




La Luna

Vi esse Bertolucci outro dia. E aí decidi escrever algo. Uma prosa com jeito de poema ambíguo: dá pra ser tanto sobre uma coisa quanto outra. De qualquer jeito, não dá pra explicar.
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Mas que susto, meu amor.

Segura-me pelo pescoço... assim, isso. Sem fazer muita força, diz o óbvio que eu finjo surpresa - e depois sou até capaz de dar a boca pra ser beijada. E aí, o que houve? Que cara é essa? Você já se esqueceu que hoje é noite de lua cheia? Deixa-me olhar o céu. Você escondeu tanta coisa que dá vontade de rir agora. Você ri alto comigo?

É que os pesadelos se repetem. Mais uma vez visitando aquela terra não-estranha com cheiro de casa de praia. Onde o cinema está do lado do barzinho onde infanto junkies matam aulas e em outra casa há tanta água que duas mulheres cantam que nem sereias sem cauda. E eu? Eu preciso de tanta coisa... de respirar fundo e frutas da estação. De trabalhos prontos e música feliz. Colo já é pedir demais. Eu preciso de um "nós".

Já tive tanto medo meu amor que agora ele virou simplesmente sonho. Quando acordo olho pro lado e quando durmo sinto cansaço. No fundo, tudo que houve é porque eu "faço". Se queimar é porque foi esquentado. Se irritar é porque foi provocado. Chamo a inércia de melhor inimiga e assim a gente vai levando... sem nem olhar pro lado de lá onde tudo deveria ter ficado.

Um dia comprido naquele palco gelado e eu com saudade do "nós".

Olha a lua que linda pintada na tela do planetário. Olha do cesto da bicicleta. É a mesma?

Mas que susto, meu amor. Cuida do "nós"?




A ponta do meu cigarro era o passaporte para um mundo com efeito phi e níveis de nicotina normalizados.

Odeio luzes pisca-pisca em boates.

(o drink - Alexandre, com potencial de alecsander - descia lerdo)

Não tinha nada de whisky ali, mas eu cismei. Talvez porque rasgasse um pouco no final. Chamaram de "uma espécie de toddy super-energizado". Ri educadamente e depois dancei.

Muito.

(não, não gostei assim tanto-pra-sempre-quero-mais da Bunker; ainda estou mais é pro vivo sem)

Croline e seu riso solto. Pedrinho, um homem de negócios. Rick Ricardo on drugs. Boghob é sempre um chato simpático. Aninha uma fofa. E eu uma sortuda que entrou sem pagar.

Os (muitíssissississississimos) outros sumiram na noite escura.

E hoje eu tive pesadelos. Coisas pra depois contar.

Agora é hora de Herzog.




Good Woman.

Triste admitir, mas dói. Foda-se, desencana. Antes, aproveitar a fossa (?). Com direito a The Poison repeat one no itunes por quarenta... não, trezentos e trinta e três minutos - a Cabalah cai bem numa hora dessas.

Passou? Viu, foi fácil.

Mas fazer o que ele fez por vingancinha babaca é de fazer doer os cornos. O veneno - aquele mesmo, que corre lento, assim, devagar cabela adentro, zoneando a porra toda - me consumiu! Agora acabou. E eu não consigo ficar sóbria.

Volta pro salto. Tacones lejanos 20 cm pra ficar do tamanho do mundo.

Quando a gente ama, ama mesmo. E aí é foda. Quer esquecer, não quer mais ver, passa longe espírito ruim que eu quero continuar rindo aqui com meus amigos, não quero que a merda de um erro imbecil estrague isso tudo aqui. Senão dá bad trip.

O problema é quando a gente ama, vira eterno. Tem então que deixar de se relacionar com pessoas que até LEMBREM a tal pessoa (coisa mais Pedreco, ecant). E por mais que ele seja da eco, que nós tenhamos o mesmo círculo de amizades e todo o resto, o jeito é me esforçar. E caralho, isso dói.

Dói porque eu amo e ponto final. Risinho torto e lágrima no olho esquerdo.

Eu não devia ter visto você ontem.

Eu amo você.




Gentileza gera gentileza. É coisa bonita, pequena e boba, que enche a boca de sorrisos e palavras que de tão simples ninguém esquece mais. Não sei quem inventou que ser rude é ser "forte". Coisa de gente calejada, sabe?

Quoting Clarice Laus, pedro pode ser quem ele quiser, pq além de ter muito bom gosto na hora de escolher, eu gosto de todos eles, juntos, separados, e até de cabeça pra baixo três vezes.

E eu assino embaixo.




Chincha Pelicano naturalmente declinou a xícara de café que lhe ofereci e colocou o Jorge Ben pela enésima vez no toca-discos. Pausa breve, estendeu as mãos e como se quisesse chamar a atenção do cristo redentor declarou "eu não sei usar o itunes". A preguiça ou a impaciência talvez um certo medo me dominou e eu engoli o foda-se a seco, assim, sem vaselina.

Chincha Pelicano abriu a blusa e comentou algo sobre o céu azul. E Rimbaud. E fotojornalismo. E cachorrinhos espanadores. Fiquei três horas na banheira molhando a ponta do pé direito antes de começar a entender seu monólgo apaixonado.

Chincha Pelicano é uma histriã. Histrionissima.




Para os amigos era Chincha, mas gostava tanto de gaivotas que na distração acabou confundindo uma com um pelicano e pronto!, era a Chincha Pelicano. Trabalhou por três anos como corista em um boteco entre a Lapa e a Glória onde conheceu suas duas primeiras maridos e um filho chamado Tião de um metro e noventa e cinco que adotou por causa de um par de calcinhas rasgadas. Nesse meio tempo vendeu o apartamento no Catete e se mudou para um lounge de 4,(vírgula indicando casas decimais)25890393 m² em Santa Thereza onde guardava além de sua incompletíssima coleção de garrafas quebradas na cabeça de clientes um ou outro disco da Edith Piaf que escutava enquanto cuspia a pinga na comigo-ninguém-pode do vizinho. Em novembro do século XX disse não a sua primeira proposta de casamento e em mil novecentos e dois mil e sete durante uma viagem de ácidooooooooooo zum-zum-zum iíooóóó( sic fecha parêntesis sic ) resolveu que tinha nascido. Mas morreu antes disso.

Fui então chamar Chincha Pelicano pra perto de mim.

Chincha Pelicano me disse ontem da saudade imensa de Los Chincheros - sua banda de mariachos todos gordinhos um mais bonitinho que o outro tinha que ver! - e dos barcos vermelhos no cais do porto de Saquarema. Ela mente, todos sabemos, e quando dei as costas ela cuspiu a paraty na espada-de-são-jorge do vizinho. Depois de quinze minutos explicando pro vizinho que cachaça era água da boa pra planta crescer forte Chincha Pelicano caiu junto com o cachorro gordo - que por sinal também era do vizinho - no vão da escada caracol de ferro fosco.

Acho que alguém empurrou a Chincha Pelicano buraco abaixo. E assim eu fiz amizade forte de vida inteira com meu vizinho, outro dia até enterrei o cachorro gordo pobrezinho, choramos.

Dezessete vírgula três preciosos centímetros de pênis depois, Chincha também fez amizade com o meu vizinho.

Chincha Pelicano rouba do meu dinheiro diariamente porque ela sabe que eu sou filha de marajá e eu discordo porque ela morreu antes da era Collor e tampouco tinha Globo Repórter¹ em casa mas ela disse algo sobre as Mil e Uma Noites e o Sheik da Arábia Saudita que me deu uma vontade de comer tamarindo... o problema é dois:

1. Chincha usa meu dinheiro pra cheirá qualquer dia dessas ela morre duas vezes
2. "moro num país tropical / abençoado por Deus / e bonito por natureza ..."
3. quê? você perdeu o ÁCIDO? e aí ela voou no meu pescoço
4. ela não gosta de tamarindo
5. também, Chincha não sabe onde fica o Hortifruti, então não tinha nem como ela PENSAR em comprar tamarindo.

Chincha Pelicano me disse que ia contar o que se lembra do resto da sua vida depois de morta amanhã.

Aguardo na linha. Pííííí...

...

...

...
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¹ (...) quando a Rede Globo, por exemplo, apresentava programas como o Globo Repórter nos quais elogiava e destacava as atuações públicas de Collor de Mello no governo alagoano, como "caçador de marajás" e político honesto e competente ?, se asseverou quando, no segundo turno, surgiram possibilidades reais que poderiam levar (e por muito pouco não levou) o torneiro mecânico (...)

blábláblá é verdade blábláblá








Página de recados de Amanda primeira | < anterior | próxima > | última

(ação)

André: Amanda, saca a idéia que eu tive para o trabalho do Agoustinho: nós vamos a Pizza Grill, nos empanturramos com as pizzas mais esquisitas do lugar (lembra que eles dizem ter mais de 300 sabores?) e depois fazemos uma matéria gonzo contando a experiência. bem legal, uh?! até pensei em um título, algo como "Incursão ao esdrúxulo nas misturas da Pizza Grill". e aí, o que achou? parece divertido, não? acho que, se tivermos muito a manha, conseguimos até mesmo comer sem pagar! poderíamos fazer vários boxes na matéria, com coisas como um ranking das dez mais do lugar, uma entrevista pra lá de esclarecedora com o gerente, onde ele desvenderia mitos do tipo "é verdade que vcs usam os restos do almoço na fabricação de pizzas do jantar?", várias merdas. vai ser demais! evidentemente, caso nos deixem comer de graça, esse evento ficará marcado como nossa primeiro caso de prostituição no mundo jornalístico, hehehe. é melhor começa

01:41
14/06/2006 apagar

André: começarmos logo, de qualquer maneira. acho que o pedro piercing toparia fazer essa matéria com a gente, embora ele não tenha mais ido a aula com freqüência. na última vez que ele foi (que tb foi a última vez que eu fui, a propósito), me disse que tava querendo fazer o trabalho e tudo mais. seria ótimo convidá-lo. espero que tenha gostado e que tenha outras idéias também, depois amadurecemos a idéia ao vivo. Beijos!

01:44
14/06/2006 apagar

Página de recados de André primeira | < anterior | próxima > | última

Amanda: Pitoresco. Tou dentro.

Eu me lembro de ir ao banheiro e ver umas meninas saindo de lá alisando a barriga, com aquela cara de "não foi legal misturar aliche com bife com firtas e mousse de maracujá". Também me lembro que a pizza de carne-seca com jerimum vivia com uma gota monstro de creme de morangos por cima do recheio.

A gente podia jogar as pizzas que agente não gosta no chão, assim, lançando do prato mesmo. nha...

Pedropiercing dentro? Ok. Também acho ele um bom menino.

05:35
14/06/2006 apagar


Amanda: leia meu blogspot. Desculpa, não resisti.

http://histrionissima.blogspot.com/

05:56
14/06/2006 apagar
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Caloura Crolinegê no émessene

(reação)

6/14/aaaa 09:34:46

C. {dyin just a little bit more.}

uhauahhauuaa putaquiupariu




Transformou a imensa janela que dava para os jardins do casarão em um refúgio particular, e enquanto observava o vento quase derrubar uma lagarta branca, vermelha e preta, escreveu no caderninho sujo:

"Dia bonito hoje (...)"

A porta bateu, mas quem entrou não disse o nome. Deitou-se no chão duro e enquanto se espreguiçava, ouviu uma fanfarra lá longe, como se houvera algum parada militar perto da piscina. A lagarta caiu. Riscou o que havia escrito no caderninho e enquanto colocava o tênis perguntou:

"Já almoçou?"

Ela lhe deu um pedaço de biscoito seco e um beijo na testa. Sentaram-se no chão gelado e olharam as pernas por debaixo da mesa com tanto sono que pularam três segundos depois ao som das gaitas de foles. Olhou nos olhos dela antes de qualquer coisa.

"Você quer?"

Não havia ninguém. Jogaram sal na lagarta no chão e riram baixo antes de soltarem as mãos e de repente...

...sonho com você.




...poderia ter durado para sempre ou até hoje, mas foi desacelerando e quando acordaram (os dois) decidiram que era hora de discutir a relação.

1) por que ele começava com o almoço e ela terminava citando a Hannah Arendt?
2) por que ele nunca olhava pra ela (s)?
3) por que quando ele ouviu que ela esteve com outros ficou gelado e duro e soltou o pé dela?
4) por que quando ela ouviu que ele esteve com outra ficou gelada e dura e parou por três minutos de respirar?
5) por que a poesia que era só dele ele nunca dizia?

Depois esqueceram o "por que" e começaram a virar o rosto.

6) é que eu não queria que...
7) e meus sentimentos?
8) é que eu não sabia que...
9) e meus sentimentos?
10) vá se fuder.

Ela então partiu pro rocambolesco.

11) Você nunca prestou atenção em mim (ponto parágrafo) mas tudo bem, é normal, homem é assim mesmo, meu pai também nunca olhava pra minha mãe, mas porra, eu não queria isso pra mim, eu quero ser feliz, entende, e você no máximo me deixa contente, nunca mais pegou na minha mão na rua, sei que isso parece ridículo agora mas sinto falta de quando você me ligava e perguntava e queria saber a cor da minha calcinha e eu desligava com medo de que fosse trote, mas aí você ligava de volta, e eu respondia toda tímida que queria chupar você, aí você desligava, e foi assim pra sempre, não foi?

Então ele partiu pra retórica.

12) (arroto)

Comeu ela por trás na escada. Depois trocaram de roupa.
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E mamãe e papai vão fazer 26 anos de casados em Novembro desse ano, sabiam?






Colônia não é muito diferente de qualquer outra cidade alemã. Claro que nesse caso é preta e branca em 1945 após um bombardeio aliado.

As pessoas à frente não existem.




É muito bom desejar feliz aniversário a mim mesma mesmo só tendo nascido depois das dez da noite em uma sexta-feira de inverno no ano de '88.

Hoje dei metade do meu almoço (ou seja, dois sanduíches de patè) para duas ciranças de rua, bati com a testa na escada de ferro, deixei o cigarro cair da mão, esqueci o dever de casa da Aliança, e tenho uma hora e quinze minutos pra gastar até catar a Crolinegê no trabalho.O incrível é que eu conseguir dar um jeitin em tudo, comprando mais dois pães franceses pra mim, fazendo o dever de casa na própria Aliança, e escrevendo no blógue pra matar o tempo. E tô me sentido BEM PRA CARALHO.

Ontem foi noite de presentes, abraços, conversa interessante e prosecco em Ipanema com meu micos di opela i ixpumantxih sr Pedro Acosta. Às vezes me pergunto como a gente consegue ser tão cool mesmo que nossas performances só importem, en effet, para nós mesmos. Digo que nascemos para sermos ricos, e tenho razão. Puroluxo. GLAMOUR. Ponto e vírgula.

Quero dedicar esse dia dez de Junho ao poema Choose Life de Trainspotting. Irving Welsh soou ao lado de Diamond Sea e K-hole hoje no meu rádio ao lado da cama.

Viva a Mirofísica do Poder. Comportamento é política. Eu sou também. Ponto final.






Le Mépris

Ou o desprezo.




Cansamo-nos gradualmente um do outro à medida que Outubro - mês em que completaríamos um ano de beijos fortuitos, fornicações baratas e uma ou outra conversa palatável - se aproximava. O desastre,iminente apenas nos meus mais pertubadores pesadelos, de longe acontecera. Simplesmente acabávamos por substituir, primeiro gradualmente e depois em ritmo acelerado, desde nossas usuais companhias em festas e bares até nosso gosto musical e interesses profissionais. Quando nos demos conta da nossa irreparável separação estávamos firmando contratos de trabalho em áreas diferentes, e nos relacionando com pessoas que, mesmo limitadas ao diminuto círculo social da Zona Sul carioca,não possuíam absolutamente nenhuma relação umas com as outras.

De repente, já não se tornava mais essencial procurarmos um pelo outro pelos corredores da faculdade, ou combinar encontros puramente regidos pelo tédio em pontos escuros da cidade. Nossos beijos, de mais a mais raros, já não possuíam o mesmo gosto, e muito menos evocavam o desejo de metermo-nos na mesma cama, acolhendo o corpo um do outro em jogos calculados de sedução. Já era tarde demais para sentirmos algo um pelo outro além da mais irritante fadiga ao tocarmos a mão um do outro acidentalmente - e, a menos que o cansaço impedisse, acordávamos por vezes lado a lado sem apresentar sinal algum de uma típica noite de paixões além do cheiro acre do sexo oposto em nossas mãos.

Contudo, a estagnação durou pouco. Um dia me vi galanteada por outro rapaz. De início, resolvi manter em segredo meus sentimentos; porém, após um longo feriado marcado por juras apaixonadas e outras delicadezas, me vi seriamente envolvida em um novo affair. Não previ, contudo,que a súbita seriedade desse relacionamento reavivasse o já moribundo desejo de meu por assim dizer amante pela minha companhia. E confesso que me diverti bastante.

A príncipio era com alegria tonta, depois com deboche, que recusei seus pedidos de reaproximação, explicando a cada telefonema o quão puros eram os sentimentos dedicados ao meu novo namorado.Demonstrei, sem dúvida, certo prazer sádico ao contar-lhe, quando nos vimos a sós pelos corredores do Palácio Universitário, minha boa sorte com meu atual parceiro, evitando a todo custo seu olhar endurecido, enciumado.

Mas meu reinado de maldades inocentes durou pouco. Assim como o meu relacionamento começara doce, terminara com uma romântica carta de despedida , escrita na grafia corrida dos que desempenham uma tarefa desagradável. Em resumo, meu ex-novo namorado relatava em seis páginas o quão bom e importante fora fazer sexo comigo durante três semanas e desculpava-se por não poder ficar comigo, pois ainda amava uma de suas coleguinhas de ginásio. Tranquei-me por dez longos minutos no banheiro.

O veredicto de todos os amigos e inimigos para quem dei a carta foi unânime. No mesmo dia, liguei para meu antigo amante e à noitinha, enquanto me despia, relatei-lhe minha má-sorte.

"Eu já esperava"

Ouvi suas palavras arrogantes e sorri. Ajoelhei-me a fim de dar-lhe a prova cabal da minha renovada paixão.





No futuro, não haverá mais diferença entre mesa e Diego; seremos todos descritos do mesmo jeito.

(Diego London com olhos marejados suado e melancólico, aula de 05/06/2006)

Ué? Mesa e Diego não são duas coisas distintas?

Termo infeliz. Sei que é.

Enfim, são diferentes. Mas poderão não ser. É medo da massa. Vontade de ser antes de estar.

Entendo o receio. Oh brave new world...

No futuro estaremos TODOS sem olhos em Gaza. Que nem o Sansão careca. Impotentes. No moinho com os escravos.

eyless in gaze
in the mill with slaves


Huxley e Milton e Shakespeare tão certos agora como nunca estiveram.




Meu Verão de Amor


Catarse imediata. Sem mais.

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foi tudo mentira, sabe?

E pouco a pouco me apaixono por você.
Guardo suas palavras bem vivas na memória
Decoro seu sorriso
e o repito em frente ao espelho.

Rabisco seus olhos grandes
Esboço rostos felizes
Sonho acordada mais do que dormindo
e suspiro.

Dou tempo
Semanas
Meses
Dias

Gosto de saber o que não sei
Gosto de saber que me apaixono
Não de vez
e sim devagar...
...calma, serenando...

Por você.


Todo mundo tem que passar por isso e rir depois de si mesmo. Viva meus quinze anos.




Just a drop in time.

Mercury Rev.
Mercury Rêve.
Semana rala.
Tocando baixo caindo.

e
qu
a
n
do
c
a
ai...

... bate no chão assim forte, do tamanho do mundo, bola de papel machè, desenho mal-feito, coração.

Adeus às folhas verdes.

Infância indo embora.

Esvaiu?





Desapego

A todas as coisas não-bonitas, não-simples e rococó.

Agora a palavra é mínimo.

Mínimo

Menos palavras pro máximo de coisas, menos sentidos pro máximo de cores.

Um ou outro cigarro.

Ácido.

(...) dream about me-e-e (...)

Os dezoito estão chegando.

Anthems For A Seventeen Year-old girl faz sentido.

+ park that car, drop that phone, sleep on the floor, dream about me

+ Used to be one of the rotten ones/ And I liked you for that/ Now you?re all gone/ Got your make-up on/ And you?re not coming back.

in english

Sixteen was hard. Eighteen was better. But seventeen, oh seventeen. The year of finding my utopia and sinking as low as I hope I?ll ever know. Discovering the steel it turns out I?m made of; the everyday failings in everyone else.

(por Pop Text)

falta?

Não fará.

E se?

Eu acho.

(and you're not coming back)




La Complainte de la Butte

Sei que personne aqui entende francês. Mas é que essa chanson é... ok, só ouvindo.

Vou TENTAR colocar em clipe de áudio aqui no blógue. Dá certo?

"(...)
La lune trop pâle
Caresse l'opale
De tes yeux blasés
Princesse de la rue
Soit la bienvenue
Dans mon c?ur blessé

Les escaliers de la butte sont durs aux miséreux
Les ailes des moulins protègent les amoureux

Petite mandigote
Je sens ta menotte
Qui cherche ma main
Je sens ta poitrine
Et ta taille fine
J'oublie mon chagrin"




Cecília

Um nome bonito pra minha filha.

Hoje eu descobri que uma Cecília com quem falei no máximo umas duas vezes cometeu suicídio. Não fiquei com vontade de chorar nem pena, só olhei pra frente como quem não vê nada e pensei "um dia a gente tá vivo, no outro a gente morre". Aí eu me lembrei de um filme noir B do Ullmer chamado Detour e deixei o dia passar.

Cecília, que moça bonita. "Ela tinha problemas", foi o que o Gabriel me disse. Mesmo assim, Cecília era uma moça bonita. Queria ver as filhas delas crescerem bonitas que nem a mãe e até ver as pessoas confundindo ela com a menina do quarto período chamada Bach. Ou ouvir aquela mulher maluca do CPM chamar ela de "é das minhas meninas" e ver Cecília olhando com aquela cara de nojo irritada desprezo depois que a mulher virava a cara e me perguntar:

"Você é amiga do Bruno? Eu vi o testimonial que você mandou pra ele."

Aí eu fico sem-graça e viro e olho pro Gabriel que sorri assim de leve e digo:

"Gostou?"

"Muito fofo!"

E hoje o Gabriel me fala que a Cecília não existe mais e estamos assim sentados no mesmo negócio de concreto em frente ao CPM chovendo só que dessa vez é de tarde e de repente ele me diz essas coisas.

Aí é que não me dá mais vontade de mais nada. Mesmo.




Quem não gostar de samba não gosta de nada.

É pra ser samba então sempre? Uau. Imagem mental engraçada essa.

"(...)
Eu já dei o meu recado
Agora vou me mandar
Vou refrescar a cuca
Pra poder incrementar
A mente está cansada
E só da confusão
Onda de pirado
Deixa a gente na mão

Por isso vem, vem
Quem vai me encontrar
Agora estou na minha
Pois estou devagar
Já disse o que queria a toda rapaziada
Ai, oh ... é o 16 toneladas "

Inferno astral acabando dia dez. Crolinegê, adia o Terra Encantada pro próximo sábado que nessse fim-de-semana eu estou atolada na mer... digo, trabalhos.